Amor de Outros Tempos

Amor… daqueles que chegam devagar,  
como passos num salão iluminado a velas,  
onde cada gesto tem significado  
e cada olhar é quase uma promessa.

Amor que não se apressa,  
que escreve cartas longas  
e guarda pétalas entre páginas,  
como quem guarda o próprio coração.

Amor que espera na janela,  
que reconhece o som dos passos,  
que sorri antes de ver,  
porque já sente.

Amor que fala baixo,  
mas diz tudo.  
Que toca pouco,  
mas toca fundo.

Amor que não precisa de tempo moderno,  
porque vive no ritmo da alma —  
onde um minuto pode ser eterno  
e um toque pode ser destino.

Amor de outros tempos…  
feito de ternura,  
de respeito,  
de silêncio bonito,  
de mãos que se procuram  
e nunca se perdem.

Amor que não acaba —  
apenas continua,  
como uma chama antiga  
que ainda hoje ilumina  
quem acredita.

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