O verão chega como um sorriso aberto,
e eu visto roupas frescas
que dançam com o vento,
como se cada tecido soubesse o caminho da liberdade.
Na praia, o sol espalha ouro pelas ondas,
e a areia quente guarda segredos antigos
que só os pés descalços entendem.
Carrego comigo o cheiro do mar,
a promessa de um mergulho,
e o som das gaivotas que riscam o céu
como pincéis brancos numa tela azul.
O dia estende-se devagar,
e eu deixo que o calor me abrace,
que o sal me beije a pele,
que o tempo se torne leve
como a minha roupa de linho
a balançar no corpo.
E quando o sol se deita no horizonte,
o verão acende-se por dentro —
um lume suave,
um brilho que fica,
um poema que continua
mesmo depois da última onda.

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