Pequeno Sob o Céu de Estrelas

Às vezes olho o céu aberto  
e sinto-me pequeno,  
como um sussurro perdido  
num universo que respira grandeza.

As estrelas acendem-se devagar,  
cada uma uma história,  
cada brilho um segredo antigo  
que não precisa ser entendido —  
apenas sentido.

E eu fico ali, imóvel,  
com o coração quieto,  
vendo o céu pintar-se  
de cores que não existem na terra,  
um mosaico vivo que dança  
entre o azul profundo e o violeta dos sonhos.

Nesse instante,  
a minha pequenez não pesa —  
ela liberta.  
Porque ser pequena  
é caber inteira no silêncio,  
é poder admirar sem medir,  
é saber que o mundo é vasto  
e ainda assim há espaço para mim.

O céu estende-se como um manto infinito,  
e eu, tão pequena,  
sorrio.  
Porque às vezes  
é no mais imenso  
que encontro o meu lugar.

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