Poema de Verão Junto ao Mar

Deito-me na rede como quem repousa o coração,  
e o mar, ali ao lado, respira comigo.  
O vento toca a pele com mãos de brisa,  
e o dia começa a despedir-se devagar.

O sol desce em silêncio,  
pintando o céu de laranja e ouro,  
como se quisesse deixar-me um recado secreto  
antes de mergulhar no horizonte.

A rede embala-me num ritmo antigo,  
um balanço doce que lembra infância,  
e o mar canta baixo,  
numa melodia que só o verão entende.

Fico ali, entre céu e areia,  
entre sonho e realidade,  
sentindo que tudo o que preciso  
cabe neste instante:  
a luz suave,  
o calor que se despede,  
e a paz que chega com o som das ondas.

O pôr do sol abraça o mar,  
e eu deixo que abrace também a minha alma.  
Porque no verão,  
junto ao mar,  
até o silêncio sabe amar.

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