O verão abre os braços
e eu corro para o mar,
como quem reencontra um velho amigo
que sempre soube esperar.
As férias começam no instante
em que a areia toca os pés,
e tudo fica mais simples,
mais leve, mais meu.
O sol dança na água,
o vento brinca no cabelo,
e a alegria espalha-se pelo ar
como riso que não precisa de motivo.
O mar chama pelo nome,
e eu respondo com mergulhos,
com sonhos molhados de azul,
com aquela liberdade que só existe
quando o tempo deixa de mandar.
Os dias passam devagar,
cheios de cores,
cheios de vida,
cheios de mim.
E no fim, percebo:
a alegria não veio das férias —
foi eu que a trouxe comigo,
e o mar apenas a fez brilhar.

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